Jardim Botânico da Universidade de Lisboa.  Estudo de Organização Interna.

Os processos de planeamento no JB devem ser desenvolvidos de forma mais aberta e participativa de modo a garantir um maior sucesso. Há que encontrar incentivos para estimular uma gestão articulada em termos de objectivos, instituições, meios humanos e financeiros e circulação de informação, em que se consiga capacitar os agentes e desenvolver um maior espírito de cooperação. Nesta medida, quando o objectivo é estimular e facilitar a mudança organizacional, devemos estar cientes de que se deve investir num trabalho específico sobre a mudança de mentalidades. A mudança organizacional é mais do que uma mera mudança de valores, apostando nas possibilidades de evolução e de aprendizagem do sistema de actores, e dependendo também da capacidade de criar as condições para o desenvolvimento institucional (FRIEDBERG, 1995). Qualquer mudança na cultura organizacional só é possível com o envolvimento dos líderes de topo, que definem os valores da organização. Trata-se de executar o velho adágio “as acções valem mais do que as palavras”. A principal conclusão que retiramos deste trabalho é que as pessoas são a principal riqueza do JB e que, para se modernizar e prestar serviços de qualidade, este deverá capitalizar todo o seu potencial. Esta tese é de certa forma contrária ao discurso, que “culpa” os funcionários públicos pelo mau funcionamento dos serviços que prestam. A liderança é desenvolvida para as pessoas e com as pessoas. São as pessoas que, devidamente esclarecidas, motivadas e participativas, dominam os processos de mudança e garantem o seu sucesso. http://usuarios.lycos.es/practicasforet/relatorioJB2[1][1].5.pdf