Era uma vez um macaco que queria ir para a escola, mas todos os meninos faziam troça dele.   Ele resolveu ir ao barbeiro para lhe cortar o rabo.    O barbeiro perguntou se ele tinha a certeza. O macaco respondeu que sim.    No outro dia, chegou à escola e os meninos riam-se dele por ter o rabo cortado. Ele resolveu ir ao barbeiro buscar o seu rabo, mas este já tinha ido no camião do lixo.    Então levou – lhe a navalha e fugiu a correr com ela.      Encontrou a senhora peixeira. Esta viu que ele levava uma navalha e pediu-lha.     O macaco deu-lha, pois com as mãos a abanar é que sabia bem passear.    Começou a sentir fome e para descascar uma maçã, quis a navalha.     Chegou à senhora peixeira e pediu a navalha, mas a navalha já estava partida.    Então levou o cesto das sardinhas e fugiu com ele.     Viu o senhor padeiro e este que era muito esperto, logo se ofereceu para guardar o peixe e fez um pãozinho de peixe delicioso.    O macaco pensou melhor e o peixe dava-lhe jeito para comer ao jantar. Resolveu ir buscá-lo ao senhor padeiro. Mas o padeiro já tinha comido, então levou-lhe a farinha.    Ia pelo caminho encontrou a senhora professora que lhe pediu a farinha para fazer uns bolinhos.     Ele pensou melhor e resolver ir buscar a farinha para fazer o bolo da receita que lhe deram. Mas a professora já tinha a farinha gasta.    Então levou – lhe uma menina. A menina começou a chorar e ele foi levá-la à mãe.     Quando chegou, viu a casa tão desarrumada e pensou que a menina podia ajudá-lo, mas quando foi buscar a menina, a mãe não lha deu e então levou – lhe a camisa do marido.     No caminho, encontrou um violeiro, que lhe pediu a camisa e ele deu-lha.    O violeiro foi para casa vestir a camisa mas ela rompeu-se.    Sempre arrependido, o macaco queria a camisa para ele e foi a buscá-la, mas a camisa tinha –se rompido e ele roubou a viola .

Subiu para cima de uma árvore e cantou " De rabo fiz navalha, de navalha fiz sardinha, de sardinha fiz farinha, de farinha fiz menina, de menina fiz camisa, de camisa fiz viola tum-tum-tum que eu vou p'ra ÂngolaLá em baixo as pessoas resmungavam contra ele. história tradicional portuguesa