O Botânico da Universidade de Lisboa. Vozes, olhares, memoraçoes
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- - 18.10.2006 | 0 réactions | #link | rss

" (...) Dito isto, só podemos ajuntar que os vencidos oferecem o mais alto exemplo moral e social que se pode orgulhar este país. Onze sujeitos que há mais de um ano formam um grupo, sem nunca terem partido a cara uns aos outros; sem se dividirem em pequenos grupos de direita e de esquerda; sem terem durante todo este tempo nomeado entre si um presidente eum secretário perpétuo; sem se haverem dotado com uma denominação oficial de Reais vencidos da vida ou vencidos da vida real ou nacional; sem arranjar estatutos aprovados no governo civil; sem emitirem acções; sem possuírem hinos nem bandeira bordada por um grupo de senhoras «tão anónimas quanto dedicadas»; sem iluminarem no primeiro de Dezembo; sem serem elogiados no DIÁRIO DE NOTÍCIAS -estes homens constituem uma tal maravilha social que certamente para o futuro, na ordem ds coisas morais, se falará dos onze do Bragança como na ordem das coisas heróicas se fala dos doze de Inglaterra. Dissemos." Eça de Queiroz.

 Conde de Sabugosa, Carlos Mayer, Carlos Lobo de Ávila, Oliveira Martins, marquês de Soveral, Guerra Junqueiro e conde de Arnoso; sentados: Ramalho Ortigão, Eça de Queirós, conde de Ficalho e António Cândido.

 

- - 12.10.2006 | 0 réactions | #link | rss

 

O Doutor Bernardino Gomes considerava muito lisongeira, honrosa e agradável a comissão de ir acompanhar, na sua qualidade de Médico da Real Câmara, a Princesa austríaca D.Carolina Leopoldina que deveria embarcar em Livorno e dali partir para o Rio de Janeiro, onde se encontraria com seu noivo, o Príncipe D.Pedro, mais tarde primeiro Imperador do Brasil. O Doutor Bernardino Gomes. 1768-1823 : a sua vida e a sua obra. Virgilio Machado, 1925.  

- - 06.10.2006 | 1 réactions | #link | rss

...Carlos Lobo D'Ávila, conde de Arnoso, Eça de Queiros, Oliveira Martins

- - 06.10.2006 | 0 réactions | #link | rss

Conde de Sabugosa, marquês de Soveral, Carlos Mayer, conde de Ficalho...

- - 29.09.2006 | 0 réactions | #link | rss

Em 1792, Correia da Serra profere o elogio do jesuíta naturalista João Loureiro, em que descreve a sua vida atribulada por terras da Cochinchina, o trabalho de sacerdócio e de médico ali desempenhado, o papel de consultor de astronomia e de mecânica numa corte tão afastada, que explica que lá tenha permanecido, mesmo depois da expulsão de todos os jesuítas. Enaltece ainda, o notável autodidatismo de Loureiro em história natural, apenas guiado pelo Genera Plantarum de Lineu, que o levou a descrever de forma ímpar a flora desses lugares, apresentada ao mundo ilustrado em 1790 na Flora Cochinchinensis. Revelando isenção, Correia pede ainda que se avalie desapaixonamente o papel dos jesuítas em Portugal o que, vindo de um pedreiro-livre, não deixa de surpreender. Ana Simôes, Inédito.

Phoenix loureiri Kunth



 
- - 20.09.2006 | 0 réactions | #link | rss

Em Dezembro de 1840, o duque de Palmella, entâo primeiro-ministro, lhe confia o lugar de director de Jardim Botânico da Ajuda. Assim obteve a posiçâo que fora desempenhada de 1811 a 1828 por Brotero, o iniciador dos estudos de Botânica Sistemática portugueses.

Na mesma altura, Welwitsch tornou-se também demostrador botaniceae e conservador na Escola Polytechnica de Lisboa. As suas posiçôes oficiais nâo lhe davam grande satisfaçâo, particularmente porque o vencimento deixava muito a desejar, e, assim, depois do incêndio que destruiu a Escola no Verâo de 1843, abandonou ambos cargos na ocasiâo em que o duque de Palmella lhe confiou, em 1844, a direcçâo dos seus jardins no Lumiar.

Welwitsch, numa carta a W.Hooker, comenta do seguinte modo a alteraçâo da sua situaçâo:"... agora, na minha presente posiçâo como director dos jardins do duque de Palmella no Lumiar, encontro-me finalmente salvo daquelas condiçôes financeiras, próprias dum mendigo, em que me encontrava enquanto estive colocado no Jardim Botânico da Ajuda"

Dolezal, Helmut. Friedrich welwitsch: vida e obra. Lisboa: Junta de Invest. Científica do Ultramar, 1974.

- - 10.09.2006 | 0 réactions | #link | rss

E porque é que que êstes investigaram? Única e simplesmente, porque nasceram com essa "pecha", com êsse "vício". Tinham o vício de investigar, como podiam ter o do café, do fumo, da pesca ou das mulheres; e, como não era do todo proíbido ter aquêle vício, deram~lhe as largas que puderam. Uma prova que de que foi apenas o acaso, o vício, e nada mais, está já no facto de terem sido só quatro: nenhum dêles fêz discípulos, criou escola; nenhum dêles, portanto, parece ter ligado importância nacional ou social ao incremento da sua obra, aliciando mais obreros. Flavio Resende, 1945. 

Ireneia Melo, única investigadora principal do quadro do JB.

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