O canadiano Frank Gehry fez já umas quantas coisas na Europa, desde o Gugenheim de Bilbau até ao edifício da nova cinemateca de Paris, entre outros.

Mas talvez seja difícil imaginarmos um dos seus edifícios curvos ao pé do jardim, no extinto Parque Mayer.

Além de um casino, de um hotel e de dois teatros, o arquitecto projectaria um amplo anfiteatro de 800 lugares na zona junto ao Jardim. Gehry considera que é o projecto mais mágico em que alguma vez trabalhou. Neste trabalho, em vez das famosas placas de titânio utilizadas em Bilbau, pensa usar sobretudo madeira, alvenaria e muito vidro.

Já é hora da Câmara de Lisboa dar destino a um pedaço de cidade moribundo há mais de 20 anos. Mas fica a pergunta de como tudo isto afectará o próprio Jardim. É o momento de nos sentarmos a falar com os arquitectos e responsáveis da Câmara, e de procurar que todo o processo de planificação seja o mais transparente possível. É importante que os amigos do Jardim e os cidadãos saibam de antemão em que se vai transformar este lugar tão presente nas memórias de tantos lisboetas.

Esta poderá ser uma bela oportunidade para dar vida à parte inferior do Jardim tão escondida. Se aproveitarmos bem estes projectos multimilionários; poderiam abrir-se portas inferiores para o jardim como verdadeiras portas de descoberta a turistas e a visitantes.

As pessoas em busca de arquitectura encontrariam o Jardim mais importante do coração de Lisboa.

Mais informação: http://www.wmf.org/html/programs/resources/sitepages/portugal_teatro_capitolio.html

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