" (...) Dito isto, só podemos ajuntar que os vencidos oferecem o mais alto exemplo moral e social que se pode orgulhar este país. Onze sujeitos que há mais de um ano formam um grupo, sem nunca terem partido a cara uns aos outros; sem se dividirem em pequenos grupos de direita e de esquerda; sem terem durante todo este tempo nomeado entre si um presidente eum secretário perpétuo; sem se haverem dotado com uma denominação oficial de Reais vencidos da vida ou vencidos da vida real ou nacional; sem arranjar estatutos aprovados no governo civil; sem emitirem acções; sem possuírem hinos nem bandeira bordada por um grupo de senhoras «tão anónimas quanto dedicadas»; sem iluminarem no primeiro de Dezembo; sem serem elogiados no DIÁRIO DE NOTÍCIAS -estes homens constituem uma tal maravilha social que certamente para o futuro, na ordem ds coisas morais, se falará dos onze do Bragança como na ordem das coisas heróicas se fala dos doze de Inglaterra. Dissemos." Eça de Queiroz.

 Conde de Sabugosa, Carlos Mayer, Carlos Lobo de Ávila, Oliveira Martins, marquês de Soveral, Guerra Junqueiro e conde de Arnoso; sentados: Ramalho Ortigão, Eça de Queirós, conde de Ficalho e António Cândido.