Quem canta o segredo do milagre da multiplicação da feijoada é o Chico Buarque: “E vamos botar água no feijão!”. A Paula seguiu a receita e conseguiu deixar quase 30 brasileiros, portugueses, italianos, espanhóis, angolanos e argentinos extasiados com a mais típica especialidade da culinária verde-amarela. É verdade que eu e a Bela somos óptimas ajudantes de chef de cuisine, né? Ainda havia as sobremesas deliciosas da Guida e da Karen. Para fazer a digestão de prato tão leve, mais de oito horas de samba, kizomba, fado, tango e o que mais tocasse na vitrola da casa linda do Ignacio (quer dizer, da Adriana). O Tejo e o pôr-do-sol contemplados pelo Mac eram o cenário para as lições de remelexo africano da Mitó e do Délio e de funk carioca zona norte do Alex. Eu nego até o fim que dancei aquilo! A Vanda trouxe a Suzana e, além de capoeirista, agora é a vocalista oficial dos acordes ukelelianos do Gonçalo. O Eduardo está quase para abandonar sua caja argentina em prol de um bom pandeiro brasileiro. Raul dança cada vez melhor. O José trouxe o Rui, já convidado para sócio do meu clube dos dançarinos compulsivos. E o Antonio diz que agora vai solicitar a nacionalidade brasileira. Os italianos não imaginam a pouca utilidade de tal documento… Não faltaram também os amigos de mais longa data: Valmir, Lilica, Fábio e Renata. Com domingos assim, quem reclama das segundas-feiras? Na volta de Barcelona tem mais… Lidia